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Pilates para Flexibilidade

O Pilates pode melhorar a flexibilidade: revisões sistemáticas indicam ganhos, por exemplo, na extensibilidade dos isquiotibiais e na flexão do tronco [1, 2], mas com estudos de qualidade variável e resultados que diferem entre as pessoas. Não há comprovação de que o Pilates seja superior ao alongamento: os estudos disponíveis indicam que o que mais importa é a regularidade.
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Revisado por Douglas Paiva · Educação Física (CREF 076787-G/SP) · outubro de 2026

O Que É Flexibilidade

Flexibilidade é a amplitude de movimento de uma articulação ou de um conjunto de articulações. Nos estudos, ela costuma ser medida por testes como o de sentar e alcançar, a extensibilidade dos isquiotibiais (músculos da parte de trás da coxa) e a flexão do tronco.

O Que os Estudos Mostram sobre Pilates e Flexibilidade

Uma revisão sistemática sobre o Pilates em pessoas saudáveis encontrou evidência de melhora da flexibilidade, mas com estudos de qualidade metodológica baixa [1]. Outra revisão, com 21 estudos, encontrou evidência moderada de que o Pilates aumenta a extensibilidade dos isquiotibiais e o grau de flexão do tronco em pessoas sedentárias e recreativamente ativas [2]. Uma metanálise com mulheres adultas também encontrou melhora no teste de sentar e alcançar [3], e uma metanálise com idosos indicou melhora da flexibilidade de quadril e lombar [4].

Os resultados, porém, não são uniformes. Outra metanálise, com adultos saudáveis, não encontrou diferença significativa em flexibilidade [5], e uma revisão que comparou o Pilates com outros exercícios não encontrou diferença entre eles para flexibilidade, com evidência de qualidade muito baixa a baixa [6].

O Que Foi Medido nos Estudos

Não encontramos estudos suficientes sobre a mobilidade de ombros e peito, por isso não fazemos afirmações sobre essa região.

Pilates ou Alongamento?

Não há comparação robusta que mostre que o Pilates seja superior ao alongamento. Em um ensaio de 3 meses com 32 idosas, o Pilates melhorou todos os movimentos avaliados e o alongamento estático melhorou a flexão de tronco e de quadril; entre os grupos, só a extensão do tronco diferiu [7]. Uma metanálise de 77 estudos mostrou que o alongamento tem efeito moderado sobre a amplitude de movimento [8], e outra metanálise indicou que o treino de força com carga externa aumenta a amplitude de forma semelhante ao alongamento [9].

Ou seja, Pilates, alongamento e treino de força não precisam ser vistos como concorrentes: o que mais importa é escolher uma prática de que você goste e consiga manter com regularidade.

Os estudos indicam que o Pilates pode ajudar na flexibilidade, mas não que seja melhor que o alongamento. A melhor escolha é a que você consegue manter.

Existe um Prazo para Ficar Mais Flexível?

Não há prazo garantido. Nos estudos com adultos saudáveis, o Pilates foi praticado 2 a 3 vezes por semana por 5 a 12 semanas [5]. Na revisão sobre isquiotibiais e flexão do tronco, foram necessárias pelo menos 3 sessões semanais por 6 semanas para um ganho elevado de flexão do tronco, e a extensibilidade diminuiu a partir da segunda semana depois de interromper a prática [2]. O resultado varia conforme o ponto de partida, a frequência e a pessoa.

Preciso Ser Flexível para Começar?

Não. Você não precisa ser flexível para começar: o profissional avalia seu ponto de partida e ajusta os exercícios e a amplitude ao seu nível. Não encontramos estudos que comparem, no Pilates, quem começa mais rígido com quem começa mais flexível.

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Na Pure Pilates, nossos instrutores avaliam sua condição atual e orientam a progressão dos exercícios conforme seu objetivo. Se você tem dor, lesão ou alguma condição de saúde, converse com um profissional antes de começar.

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Aviso: o resultado individual varia e depende de frequência, qualidade da execução, histórico de saúde e orientação profissional. O Pilates não substitui o acompanhamento de médico ou fisioterapeuta. A literatura de Pilates é, em geral, de certeza baixa a moderada, com estudos pequenos e resultados variáveis entre as pessoas.

Perguntas Frequentes

O Pilates melhora a flexibilidade?

Pode melhorar. Revisões sistemáticas indicam ganhos, por exemplo, na extensibilidade dos isquiotibiais e na flexão do tronco, mas com estudos de qualidade variável e resultados que diferem entre as pessoas. Uma metanálise com adultos saudáveis não encontrou diferença significativa em flexibilidade, o que mostra que o resultado não é garantido.

Preciso ser flexível para fazer Pilates?

Não. Os exercícios são adaptados ao seu ponto de partida pelo profissional. Não encontramos estudos que comparem, no Pilates, quem começa mais rígido com quem começa mais flexível, então não prometemos que um grupo se beneficie mais.

Pilates ou alongamento: qual é melhor para flexibilidade?

Os estudos não mostram que um seja superior ao outro. Em um ensaio de 3 meses com 32 idosas, o Pilates e o alongamento estático melhoraram a flexibilidade, com diferença entre os grupos apenas na extensão do tronco. Uma metanálise de 77 estudos mostrou efeito moderado do alongamento sobre a amplitude de movimento, e o treino de força com carga também aumenta a amplitude, de forma semelhante. O que mais importa é a regularidade e escolher o que você consegue manter.

Quem é muito travado pode fazer Pilates?

Pode. O profissional avalia sua condição e ajusta os exercícios e a amplitude ao seu nível. Se você tem dor ou alguma condição de saúde, converse com um profissional antes de começar.

Quanto tempo leva para ficar mais flexível com Pilates?

Não há prazo garantido. Nos estudos, os programas tiveram 2 a 3 sessões por semana por 5 a 12 semanas, e os ganhos diminuíram quando a prática foi interrompida. O resultado varia conforme o ponto de partida, a frequência e a pessoa.

Fontes

  1. Cruz-Ferreira A et al. A systematic review of the effects of pilates method of exercise in healthy people. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, 2011. PubMed 22030232 (DOI: 10.1016/j.apmr.2011.06.018)
  2. Vaquero-Cristóbal R et al. The effects of the Pilates method on hamstring extensibility, pelvic tilt and trunk flexion. Nutrición Hospitalaria, 2015. PubMed 26545650 (DOI: 10.3305/nh.2015.32.5.9678)
  3. Bajčetić Č et al. Effects of Pilates Programs on Body Composition, Flexibility, Muscular Strength, Balance, Functional Performance and Respiratory Function in Adult Women: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sports (Basel), 2026. PubMed 42784403 (DOI: 10.3390/sports14090407)
  4. Bueno de Souza RO et al. Effects of Mat Pilates on Physical Functional Performance of Older Adults: A Meta-analysis of Randomized Controlled Trials. American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation, 2018. PubMed 29283899 (DOI: 10.1097/PHM.0000000000000883)
  5. Campos RR et al. Effect of the Pilates method on physical conditioning of healthy subjects: a systematic review and meta-analysis. Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, 2016. PubMed 26004043
  6. Pinto JR et al. Is pilates better than other exercises at increasing muscle strength? A systematic review. Heliyon, 2022. PubMed 36439725 (DOI: 10.1016/j.heliyon.2022.e11564)
  7. Oliveira LC et al. Comparison between static stretching and the Pilates method on the flexibility of older women. Journal of Bodywork and Movement Therapies, 2016. PubMed 27814860 (DOI: 10.1016/j.jbmt.2016.01.008)
  8. Konrad A et al. Chronic effects of stretching on range of motion with consideration of potential moderating variables: A systematic review with meta-analysis. Journal of Sport and Health Science, 2024. PubMed 37301370 (DOI: 10.1016/j.jshs.2023.06.002)
  9. Alizadeh S et al. Resistance Training Induces Improvements in Range of Motion: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sports Medicine, 2023. PubMed 36622555 (DOI: 10.1007/s40279-022-01804-x)

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